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Archive for the ‘30 Dias’ Category

Tribann_Triskle Há dois anos atrás realizamos a primeira edição do Censo Druídico Brasileiro e tivemos um panorama sobre as pessoas que compõem a nossa comunidade e uma visão geral sobre as vertentes que atuam em nosso país. Desde lá a senda druídica amadureceu muito no Brasil e por isso chegou a hora de refazer a pesquisa.

Este censo quer descobrir quem são os praticantes das diversas espiritualidades célticas e druídicas do país, como pensam e quais as orientações de seu culto. Em muitos casos utilizaremos o termo “Druidismo” como um coringa para representar esta diversidade.

Responda da melhor forma possível e depois repassem o link da pesquisa para seus amigos que vivem o druidismo, pois quanto mais pessoas responderem a esta pesquisa, mais conclusivos serão as informações que teremos.
Por favor responda apenas uma vez, para que seus dados não sejam duplicados. Os resultados serão divulgados no Equinócio de Primavera.
 
Para responder clique AQUI ou acesse o link http://goo.gl/forms/3iWjbaLJ1Z.
 
 

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E que conselho eu poderia dar para quem deseja ingressar nesta trilha e seguir a Tradição dos Druidas como seu caminho?

Bom, primeiramente é importante estudar muito, mas não apenas em livros. De fato os livros trazem muito conhecimento compilado, mas é necessário muito mais para transformar essa teoria descrita por outros em sabedoria. Conviva com outras pessoas desta mesma Tradição e aprenda o que elas tem a ensinar. Além disso observe a Natureza e seus ciclos: o crescimento das plantas, as diferenças climáticas durante o ano, as influências das fases da lua e seus próprios ciclos pessoais. Observe tudo isso e compare com o que aprendeu nos livros para só assim ser capaz de compreender o que as palavras impressas realmente representam.

É fundamental honrar sua ancestralidade e para isso é importante saber de onde viemos, quem trilhou esses caminhos antes de nós e quem são nossos antepassados. Saber como foi a vida deles, suas trajetórias e suas histórias e entender como isso se reflete em quem somos hoje.

Deve-se prestar homenagens aos deuses todos os dias e buscar manter uma amizade com eles. Saber reconhecê-los é interessante, mas mais importante que decorar extensas listas de nomes de deuses, é manter uma amizade muito próxima com alguns de cada vez, conhecendo-os em mais detalhes e tornando-se íntimo deles.

E por fim, deve-se entender que este é um caminho pessoal de crescimento e aprendizado, onde o próprio praticante é o principal responsável pelo seu desenvolvimento, mas que todos os dons recebidos devem retornar à comunidade através de cura e conselhos, justiça e préstimos.

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Bom, já conhecemos o passado do druidismo (ou deveríamos conhecer) e estamos vivendo um promissor presente, fruto do trabalho de diversas pessoas pelo mundo que vêm trazido a tona essa espiritualidade, desmitificando preconceitos e a apresentando como um caminho sério e válido para ser vivenciado na nova era da humanidade.

E por falar em eras, todos já sabem que estamos em um período de transição no pensamento humano para um momento que é conhecido como Era de Áquario. Mas o que é isso?

Talvez o que vou escrever aqui não seja uma novidade para todos, mas a humanidade tem passado por várias Eras de pensamento, cada uma delas é simbolizada por um signo zodiacal e com a espiritualidade intimamente ligada a este signo.

Por exemplo, estamos no final da Era de Peixes (em um período de transição), que se iniciou aproximadamente no último século a.E.C. Uma era regida pelo elemento Água, pela fertilidade e pela purificação. Ser regida pelas águas também instigou as grandes navegações que cruzaram os oceanos em busca do novo. Não é a toa que a religião dominante neste período tinha como símbolo primário o Peixe e em sua mitologia diversos pescadores, milagre de
multiplicação de peixes e outras aparições deste símbolo.

Antes desta, vivemos a Era de Áries regido pelo elemento Fogo e portanto uma época em que a divinização do Sol foi característica. E antes dela, a Era de Touro marcada pelo desenvolvimento da agricultura, onde diversas divindades bovinas foram cultuadas, como Ápis e deusa Hathor entre os egípicios. E antes disso passamos pelas eras de Gêmeos,
de Câncer e de Leão.

Mas o que tudo isso tem a ver com a Tradição dos Druidas e com o futuro do druidismo?
Bom, o símbolo da nova era que chega é o Aquário, mas também o cálice e o caldeirão, figuras representativas da nossa espiritualidade e isso já nos faz imaginar o que os próximos anos nos reservam.

Creio que está chegando o tempo dos buscadores, de todos aqueles que desejam encontrar o cálice/caldeirão sagrado da inspiração/cura/abundância para dele beber, para tornarem-se senhores de si mesmos e para fazer um mundo melhor. É nisto que acredito.

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Todos procuram a mesma coisa e existem vários caminhos para chegar até lá. Quem gosta do mar, viaja costeando a praia. Já quem gosta de árvores, segue pelo meio da floresta. Quem se incomoda com o calor, viaja a noite e quem prefere ver bem o que o rodeia, deve seguir durante o dia. Mas no fim todos os Caminhos levam ao mesmo lugar. Alguns demoram mais, outros menos, mas todos chegarão ao mesmo destino.

Deve-se evitar trilhar dois caminhos distintos ao mesmo tempo, pois com um pé em cada, podemos perder o equilíbrio e tombarmos. Ou quem sabe, podemos chegar a uma provável encruzilhada onde uma decisão será fundamental.

É preciso sabedoria para escolher ou ser escolhido pelo caminho mais apropriado. Mas depois desta escolha ter sido feita, devemos nos entregar ao caminho e aproveitar ele ao máximo.

O destino é o objetivo, mas o caminho é o ensinamento.

Quando me tornei motociclista percebi uma coisa interessante sobre viagens. Notei que viajando de carro sempre queria chegar logo ao destino para para poder começar a me divertir. Mas viajando de moto, o prazer começa ao ligar o motor no ponto de saída, segue por toda a viagem, a cada curva, a cada ponte, a cada reta e não termina no ponto de destino. Mesmo quando já estou em casa, depois de dias viajando, aquela sensação de satisfação continua viva em minhas memórias e nas lembranças dos momentos passados em cima da moto.

Assim deve ser o caminho de quem trilha o druidismo. Um prazer e um aprendizado constante que não acaba quando chega ao final. Isso porquê, círculos não tem começo nem fim.

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Microcosmo e macrocosmo.

Um dia druídico deve ser feito da mesma forma que um ano druídico e que uma vida druídica. Deve ser um dia todo dedicado aos Deuses, à Natureza Sagrada e à honra aos Ancestrais. Um dia para observar os ciclos no entorno e aprender com eles. Um dia para trazer conselhos, honras e cura à comunidade, à família e aos amigos. Um dia druídico é composto de orações, bençãos e oferendas. É feito de meditação e de aprendizagem.

Em um dia druídico você sente momentos de primavera, de verão, de outono, de inverno e novamente de primavera. Você percebe que tudo está em constante movimento circular e que a busca por equilíbrio é constante. Em um dia druídico todas suas atividades e seu trabalho devem ser feitos pensando como um druida.

Não há outra forma de viver a Tradição dos Druidas se não com dedicação em tempo integral, enxergando o druidismo em cada momento do dia. Todo dia.

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Temos uma missão nesta vida, mas muitas coisas acontecem que nos levam a seguir outros rumos, deixar nosso dever de lado e acabam nos atrasando. Coisas que acontecem sem que a gente espere ou coisas que nós mesmos nos impomos, achando que são realmente importantes. Na vida é necessário traçar prioridades e dar valor para as coisas que
realmente tem valor, tratando como supérfluos todo o resto.

Para seguir a trilha do Druidismo, o caminhante tem que estar disposto a dar a devida importância para sua prática espiritual e assim manter hábitos cotidianos que contribuam com seu crescimento. É necessário tempo para ler, para ouvir, para prestar atenção aos ciclos ao seu redor, para meditar e para aprender todos os dias. É necessário arranjar tempo para celebrar todos os festivais e além disso, para inúmeras outras práticas diárias.

O druidismo é um caminho que exige muito e é por isso que nem todos devem querer se lançar nele como ofício. É possível muito bem vivenciar o druidismo sem almejar tornar-se um druida, participando de cerimônias em uma clareira e até mesmo realizando ritos domésticos, porém sem se entregar completamente a esse caminho.

A trilha dos druidas exige prioridade e não permite que o estudante se distraia pelo caminho. É preciso manter foco e traçar objetivos. É fundamental entregar sua vida aos deuses dos Três Mundos e seguir nesta jornada com força e honra.

Mas é claro, que isso não quer dizer que você tenha que largar todo o resto e levar uma vida ascética, até porque a austeridade é uma caminho incompatível com o druidismo. Basta apenas levar sua forma de agir “druidicamente” ao seu cotidiano, no seu trabalho, nas suas festas, com seus amigos e familiares e onde mais você for e tratar os deuses com a importância que eles merecem.

E para um druida, eles merecem muita importância.

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“Tudo que é demais faz mal”, já dizia minha vózinha. Comer demais faz mal, trabalhar demais também, assim como dormir demais, falar demais, beber muito café ou até muita água. Todo tipo de excesso é maléfico, porque extrapola nossos limites e nos leva a condições extremas.

Isso sem falar dos fanatismos, que nos tornam cegos à outras possibilidades. Fanatismo religioso ou político, fanatismo por um time de futebol ou por um artista, fanatismo ideológico ou ufanista. Esse tipo de comportamento tende a fazer mal não só ao próprio fanático, quanto a todos que o rodeiam.

Da mesma forma, o contraponto também causa transtornos. Comer de menos também faz mal, assim como trabalhar pouco ou dormir poucas horas por noite. Ou ser totalmente alheio de assuntos políticos, religiosos, ideológicos ou sociais. Nem oito, nem oitenta. Nem um extremo, nem outro.

Pisar leve é seguir o Caminho do meio, o Nobre Caminho óctuplo dos budistas, buscar levar uma vida baseada na moderação e evitar os extremos. É buscar o equilíbrio diário e a harmonia no cotidiano, balanceando as polaridades para encontrar a paz interna.

É dever do druida, no seu ofício de curador e conselheiro, estar pronto para auxiliar sua tribo na busca pelo equilíbrio, pela paz e pela harmonia e portanto ele deve estar apto a ensiná-la a pisar leve e seguir esse caminho.

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