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Posts Tagged ‘celta’

bardPela segunda vez (a primeira foi em 2013) realizei uma pesquisa direcionada a Comunidade Druídica e Reconstrucionista Céltica Brasileira e novamente tive sucesso na jornada. Estes sucesso se deu pelo apoio massivo de druidistas de todas as partes de nosso país e também de todos os grandes grupos e ordens druídicas atuantes no Brasil.

Espero que as informações contidas nos relatóris deste Censo possam ser úteis de alguma forma, trazendo proximidade entre novatos e veteranos ou quem sabe permitindo que os grupos conheçam mais a identidade daqueles que os procuram.

Na próxima edição do censo eu espero ter a participação de ainda mais druidistas, pois sei que há muitos outros de nós espalhados pelo país.

Meus profundos agradecimentos a todos que participaram respondendo, criticando e apoiando. Sem vocês isso não seria possível.
Curioso com os resultados? Então clique aqui e acesse o resultado do censo.

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Tribann_Triskle Há dois anos atrás realizamos a primeira edição do Censo Druídico Brasileiro e tivemos um panorama sobre as pessoas que compõem a nossa comunidade e uma visão geral sobre as vertentes que atuam em nosso país. Desde lá a senda druídica amadureceu muito no Brasil e por isso chegou a hora de refazer a pesquisa.

Este censo quer descobrir quem são os praticantes das diversas espiritualidades célticas e druídicas do país, como pensam e quais as orientações de seu culto. Em muitos casos utilizaremos o termo “Druidismo” como um coringa para representar esta diversidade.

Responda da melhor forma possível e depois repassem o link da pesquisa para seus amigos que vivem o druidismo, pois quanto mais pessoas responderem a esta pesquisa, mais conclusivos serão as informações que teremos.
Por favor responda apenas uma vez, para que seus dados não sejam duplicados. Os resultados serão divulgados no Equinócio de Primavera.
 
Para responder clique AQUI ou acesse o link http://goo.gl/forms/3iWjbaLJ1Z.
 
 

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A comunidade druídica é múltipla de formas, ritos, crenças e tradições e às vezes, com um olhar superficial, temos até dificuldade de encontrar pontos em comum que liguem todos os grupos, além do uso da palavra “druida”.

No Brasil temos realizadas muitas ações nos últimos anos para aproximar os grupos druídicos, indiferente de sua linhagem, para mostrar que são grandes as semelhanças que nos unem e pequenas as diferenças que nos separam. Com esse espírito foi criado o Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Céltico (que em 2015 vai para sua 6ª edição), o Conselho Brasileiro, diversos eventos regionais e com isso a amizade e o respeito tem aumentado entre os druidistas.

Mas especialmente os iniciantes neste caminho tem muita dificuldade em entender que vertentes são essas e quais suas características. Por isso resolvi escrever esse texto para mostrar de forma bastante resumida às linhas druídicas tradicionais e também os caminhos-irmãos das espiritualidades célticas.

Vou começar com as três linhagens que surgiram no renascimento druídico (século XVIII) e que deram o pontapé inicial do resgate desta fé. (mais…)

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Dentro do druidismo, assim como em várias outras tradições espirituais, as histórias tem um papel muito importante, porque é através delas que o conhecimento é passado de forma simbólica para a Tribo.

Nem todo mundo está preparado para receber o saber puro, ainda mais quando tratamos de temas profundos como aqueles abordados pela religião: quem são os deuses, como o Mundo foi criado, de onde viemos, para onde vamos após a morte etc. E é aí que entra a linguagem simbólica que é inerente às histórias.

Quando as lendas eram contadas ao membros do clã, esperava-se que através dos exemplos dos heróis descritos nos contos e de seus feitos fabulosos, as pessoas pudessem compreender as questões éticas e morais ou entender os ciclos da natureza ou ainda aprender uma gama de outras coisas que pudessem ser interessantes, mas que seriam de difícil assimilação através de ensinamentos diretos.

E ainda hoje podemos aprender muito sobre o pensamento celta, sua forma de viver, seus códigos de conduta e sua relação com o Mundo ao conhecermos suas velhas histórias. Mas não basta apenas lê-las ou as decorar. Se não formos atrás de desvendar sua simbologia, elas serão apenas fábulas desprovidas de significado e vazias de sabedoria.

É fundamental que o druida enxergue essas histórias com outros olhos e busque nelas sua origem e sua alma, para só assim estar pronto para acessar o antigo saber que elas trazem.

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As vezes acho que sou meio herético quando se trata de minhas crenças druídicas. Estou entre o renascimento druídico e o reconstrucionismo celta, mais ou menos no meio do caminho.
Sei que muito do que o druidismo renascido nos apresenta vêm de fontes duvidosas e que boa parte são invenções (ou inspirações, como diriam alguns) de Iolo Morganwg, mas muito do que ele traz é extremamente válido. “Funciona”, como eu costumo dizer.
Do mesmo jeito, por mais que o reconstrucionismo beba em fontes arqueológicas confiáveis, nas vezes que tentei trabalhar exclusivamente por esse lado senti uma falta de sentimento em meus rituais. Eram como fórmulas vazias e sem significado, como antigas orações recitadas em gaélico. Não quero dizer que isso não funcione para ninguém; só que para mim não funcionou.

Quando comecei a participar dos rituais do grupo que viria a se transformar no Caer Ynis, comecei a perceber como a forma do rito tinha pouca importância: girar para um lado, convocar primeiro ou depois, levantar ou abaixar os braços. Quem já celebrou conosco já deve ter percebido que sempre algum detalhe saia diferente do esperado. O que contava mesmo era a emoção que a cerimônia trazia em sua essência e que transmitia aos demais irmãos do círculo e de fora dele.
Toda a ritualística servia apenas para que nossas mentes pudessem se concentrar em alguma coisa e direcionar essa concentração na forma de magia, cura e inspiração.

O que eu hoje aprendi é que a liturgia pode variar, mas a intenção deve sempre prevalecer. O importante não é o ritual em si, mas o comprometimento do druida com sua tribo, com seus deuses e com a comunidade.

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