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Posts Tagged ‘reconstrucionismo’

bardPela segunda vez (a primeira foi em 2013) realizei uma pesquisa direcionada a Comunidade Druídica e Reconstrucionista Céltica Brasileira e novamente tive sucesso na jornada. Estes sucesso se deu pelo apoio massivo de druidistas de todas as partes de nosso país e também de todos os grandes grupos e ordens druídicas atuantes no Brasil.

Espero que as informações contidas nos relatóris deste Censo possam ser úteis de alguma forma, trazendo proximidade entre novatos e veteranos ou quem sabe permitindo que os grupos conheçam mais a identidade daqueles que os procuram.

Na próxima edição do censo eu espero ter a participação de ainda mais druidistas, pois sei que há muitos outros de nós espalhados pelo país.

Meus profundos agradecimentos a todos que participaram respondendo, criticando e apoiando. Sem vocês isso não seria possível.
Curioso com os resultados? Então clique aqui e acesse o resultado do censo.

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A comunidade druídica é múltipla de formas, ritos, crenças e tradições e às vezes, com um olhar superficial, temos até dificuldade de encontrar pontos em comum que liguem todos os grupos, além do uso da palavra “druida”.

No Brasil temos realizadas muitas ações nos últimos anos para aproximar os grupos druídicos, indiferente de sua linhagem, para mostrar que são grandes as semelhanças que nos unem e pequenas as diferenças que nos separam. Com esse espírito foi criado o Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Céltico (que em 2015 vai para sua 6ª edição), o Conselho Brasileiro, diversos eventos regionais e com isso a amizade e o respeito tem aumentado entre os druidistas.

Mas especialmente os iniciantes neste caminho tem muita dificuldade em entender que vertentes são essas e quais suas características. Por isso resolvi escrever esse texto para mostrar de forma bastante resumida às linhas druídicas tradicionais e também os caminhos-irmãos das espiritualidades célticas.

Vou começar com as três linhagens que surgiram no renascimento druídico (século XVIII) e que deram o pontapé inicial do resgate desta fé. (mais…)

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As vezes acho que sou meio herético quando se trata de minhas crenças druídicas. Estou entre o renascimento druídico e o reconstrucionismo celta, mais ou menos no meio do caminho.
Sei que muito do que o druidismo renascido nos apresenta vêm de fontes duvidosas e que boa parte são invenções (ou inspirações, como diriam alguns) de Iolo Morganwg, mas muito do que ele traz é extremamente válido. “Funciona”, como eu costumo dizer.
Do mesmo jeito, por mais que o reconstrucionismo beba em fontes arqueológicas confiáveis, nas vezes que tentei trabalhar exclusivamente por esse lado senti uma falta de sentimento em meus rituais. Eram como fórmulas vazias e sem significado, como antigas orações recitadas em gaélico. Não quero dizer que isso não funcione para ninguém; só que para mim não funcionou.

Quando comecei a participar dos rituais do grupo que viria a se transformar no Caer Ynis, comecei a perceber como a forma do rito tinha pouca importância: girar para um lado, convocar primeiro ou depois, levantar ou abaixar os braços. Quem já celebrou conosco já deve ter percebido que sempre algum detalhe saia diferente do esperado. O que contava mesmo era a emoção que a cerimônia trazia em sua essência e que transmitia aos demais irmãos do círculo e de fora dele.
Toda a ritualística servia apenas para que nossas mentes pudessem se concentrar em alguma coisa e direcionar essa concentração na forma de magia, cura e inspiração.

O que eu hoje aprendi é que a liturgia pode variar, mas a intenção deve sempre prevalecer. O importante não é o ritual em si, mas o comprometimento do druida com sua tribo, com seus deuses e com a comunidade.

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